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Moçambique como lugar de interrogação a modernidade em Elísio Macamo e Severino Ngoenha

Moçambique como lugar de interrogação: a modernidade em Elísio Macamo e Severino Ngoenha é uma tentativa de procurar respostas para algumas questões que se apresentam quando pensamos dentro do escopo da ciência moderna a partir das periferias globais. Como fazer ciência sociais ignorando a historicidade destas disciplinas e os sentidos que incorporaram desde o seu surgimento e ao longo do processo de exploração colonial? O livro não pretende negar a possibilidade de desenvolvermos ciência de forma crítica a partir dos nossos lugares de fala ou tampouco negar a importância desta produção em nossos contextos. Pelo contrário, nos desafia a refletir sobre caminhos para esse pensar crítico e assume que do nosso lugar de fala, é fulcral que comecemos por interrogar alguns pressuspostos. Por isso, o nosso lugar é um excelente lugar para levantar velhos e novos questionamentos. O conceito de modernidade é exemplar para o tensionamento destas questões, porque traz à tona a dicotomia que historicamente separou colonizadores e colonizados, que é a dicotomia civilizado-selvagem, moderno-tradicional. Por detrás dele está a negociação da nossa igualdade. Refletí-lo, por isso, é uma forma de desconstruir roupagens que nunca nos couberam. O passeio através das obras de Elísio Macamo e Severino Ngoenha, autores de grande importância no pensamento social moçambicano, é uma forma de buscar algumas respostas para estas questões.

A perspicácia e fecundidade com as quais os autores se debruçam sobre a complexa relação que o continente africano estabelece com a modernidade é uma bela porta de entrada para refletirmos sobre o nosso lugar numa rede mais ampla de produção de conhecimento. Moçambique como lugar de interrogação: a modernidade em Elísio Macamo e Severino Ngoenha não é de forma alguma conclusivo, é uma busca. Mergulhar no pensamento destes autores é um convite para pensarmos nossos horizontes.

Higher Education in Portuguese Speaking African Countries

As the evidence from this study shows, Africa, in particular sub-Saharan Africa, comprises some of the poorest nations in the world and therefore desperately needs strong higher education systems that can assist in its rapid development. It is widely acknowledged that higher education plays a key role in the economic, scientific, social and human development of any country, and that the economically strongest nations are those with the best performing higher education sectors. Higher education, as the producer of knowledge and knowledge workers, is assuming an even more important role with the realisation that knowledge, not natural resources, is the key to Africa’s sustainable development. – Alice Sena Lamptey, ADEA

The Origins of War in Mozambique: A History of Unity and Division

The independence of Mozambique in 1975 and its decolonisation process attracted worldwide attention as a successful example of “national unity”. Yet, the armed conflict that broke out between the government and the guerrilla force in 1977 lasted for sixteen years and resulted in over a million deaths and several million refugees, placing this concept of “national unity” into doubt.

For nearly twenty years, Sayaka Funada-Classen interviewed people in rural communities in Mozambique. By examining their testimonies, historical documents, previous studies, international and regional politics, and the changes that various interventions under colonialism brought to the traditional social structure, this book demonstrates that the seeds of “division” had already been planted while the liberation movement was seeking “unity” in the struggle years.

Presenting a comprehensive history of contemporary Mozambique, this book is indispensable for Mozambican scholars. It promises to serve as a landmark study not only for historians and the scholars of African studies but also for those who give serious consideration to the problems of conflict and peace in the world.