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Ubushakashatsi mu Bumenyi Nyamuntu n’Imibanire y’Abantu

Mu bihugu byakataje mu majyambere, usanga ubushakashatsi ari itara rimurikira ibikorwa by’amajyambere kandi bukaba n’umuyoboro w’iterambere rirambye haba mu bukungu, ubumenyi n’ikoranabuhanga, imibereho myiza y’abaturage, imiyoborere y’igihugu, umutekano n’ibindi.  

 

Kuba abashakashatsi bo mu bihugu bikiri mu nzira y’amajyamberere badakoresha cyane indimi zabo kavukire mu gukora ubushakashatsi no mu guhererekanya n’abandi ubumenyi bwavumbuwe hirya no hino ku isi bishobora kuba biri ku isonga mu bibangamira iterambere rirambye, ryihuta kandi rigera kuri benshi. Gukoresha ururimi abenegihugu bahuriyeho mu nzego zose – abashakashatsi, abanyeshuri n’abarimu, abafata ibyemezo, abaturage n’abandi bakenera ubushakashatsi cyangwa ibyabuvuyemo – bishobora gutuma hahangwa ubumenyi bwegereye abagenerwabikorwa, bakabugira ubwabo, bakabusangira kandi bakabusigasira. Ngicyo icyatumwe twandika iki gitabo mu Kinyarwanda. Tugamije kuzamura ireme ry’ubushakashatsi mu bumenyi nyamuntu n’imibanire y’abantu. Tugamije kandi kwimakaza ubwumvane hagati y’abafatanyabikorwa bose haba mu gutegura umushinga w’ubushakashatsi, kuwushyira mu bikorwa, gusesengura, kugenzura ndetse no gusuzuma uko ubushakashatsi bwagenze n’umusaruro bwatanze.

 

Research Methods in the Social Sciences and Humanities

Research in developed countries is often considered as a means to pave the way towards sustainable development in different areas of the society including science and technology, the economy, governance and security.

 

Researchers in developing countries rarely have the opportunity to use their indigenous languages to design, plan and conduct research. Nor do they communicate in their indigenous languages to share their insights and learnings from other parts of the world with colleagues or students.

 

Utilising the languages that researchers, students and teachers, policymakers, the community, and others interested in research understand better can help to generate new knowledge embedded in local realities where sustainable development needs to take root. That is why this book is in Kinyarwanda.

 

The authors hope that writing this book in Kinyarwanda will increase research capacity in the humanities and social sciences in Rwanda and in the region. And that it will increase interaction between all key stakeholders in the planning and conducting of research as well as in analysing, monitoring and evaluating the research process and its outputs.]

Moçambique como lugar de interrogação a modernidade em Elísio Macamo e Severino Ngoenha

Moçambique como lugar de interrogação: a modernidade em Elísio Macamo e Severino Ngoenha é uma tentativa de procurar respostas para algumas questões que se apresentam quando pensamos dentro do escopo da ciência moderna a partir das periferias globais. Como fazer ciência sociais ignorando a historicidade destas disciplinas e os sentidos que incorporaram desde o seu surgimento e ao longo do processo de exploração colonial? O livro não pretende negar a possibilidade de desenvolvermos ciência de forma crítica a partir dos nossos lugares de fala ou tampouco negar a importância desta produção em nossos contextos. Pelo contrário, nos desafia a refletir sobre caminhos para esse pensar crítico e assume que do nosso lugar de fala, é fulcral que comecemos por interrogar alguns pressuspostos. Por isso, o nosso lugar é um excelente lugar para levantar velhos e novos questionamentos. O conceito de modernidade é exemplar para o tensionamento destas questões, porque traz à tona a dicotomia que historicamente separou colonizadores e colonizados, que é a dicotomia civilizado-selvagem, moderno-tradicional. Por detrás dele está a negociação da nossa igualdade. Refletí-lo, por isso, é uma forma de desconstruir roupagens que nunca nos couberam. O passeio através das obras de Elísio Macamo e Severino Ngoenha, autores de grande importância no pensamento social moçambicano, é uma forma de buscar algumas respostas para estas questões.

A perspicácia e fecundidade com as quais os autores se debruçam sobre a complexa relação que o continente africano estabelece com a modernidade é uma bela porta de entrada para refletirmos sobre o nosso lugar numa rede mais ampla de produção de conhecimento. Moçambique como lugar de interrogação: a modernidade em Elísio Macamo e Severino Ngoenha não é de forma alguma conclusivo, é uma busca. Mergulhar no pensamento destes autores é um convite para pensarmos nossos horizontes.